Seria um Respiro ou um Suspiro?

Escrito porno 8 de junho de 2018

Eu não poderia deixar de escrever sobre uma semana incrível de Palmeiras, uma semana de um acúmulo imenso de sentimentos e emoções…

PALMEIRAS X SÃO PAULO ( Allianz parque)

O Palmeiras veio de uma sequência onde é possível perceber o quanto o time estava oscilante. O Palmeiras vinha oscilando de um jogo para o outro.

No sábado (02/06/18) o clássico contra São Paulo foi um jogo de primeiro tempo onde havia muita tensão e nervosismo a flor da pele. Tomar um gol feito aquele aos 29 do primeiro tempo foi de levar as mãos na cabeça de como quem dizia “COMO ASSIM UM GOL DESSE? PQP”. Dudu e Felipe Melo levou amarelo por apresentarem o nervosismo em campo, mas cá entre nós, é assim que a gente gosta. Gostamos quando jogadores não se contenta com a falta de gols, gostamos quando não admitem perder em casa, gostamos quando não aceitam o adversário querer quebrar um tabu que já vai passando de 10 anos.

Edu Dracena com sua maturidade chamou a responsabilidade e tranquilizou o grupo no vestiário:

“Eu falei para eles jogarem à vontade, porque se o time perdesse o jogo a responsabilidade seria minha.”

E então surge um Alviverde Imponente no gramado em que a luta o aguardava, surgiu no segundo tempo como quem mostrava ser a tradicional família que defende os seus quando alguém ousa-lhe provocar. O time abraçou Edu Dracena e colocou a alma em campo. Aquele Palmeiras acuado, um tanto que perdido e desorientado ficou lá, no vestiário. Os passes começaram a acontecer, passes certos, super certos aliás. O time de Roger Machado começou a frequentar a área do adversário, a pressionar.

William, William e Dudu. Autores de três gols durante 24 minutos do segundo tempo, foi preciso de apenas 24 minutos e claro, a torcida. “ SE O PALMEIRAS NÃO GANHAR, O PAU VAI QUEBRAR”. Um canto que pressiona, mas ao mesmo que incentiva. Incentiva tanto que a velocidade de Hyoran e Dudu foi surreal, um passe do menino habilidade para o nosso guerreiro que mergulhou para o gol. E Sidão, HAHAHA. Esse a gente fez jogar lá quase que do meio de campo. É como sempre cantamos “ O meu time é vencedor e a torcida é o terror”.Mancha Verde

Foto: Forza Palestrina

Afinal, não estávamos lá dentro das quatro linhas, em campo. Mas estávamos lá dentro das quatro laterais, cantando de uma forma que eu acredito que nesse ano ainda não tínhamos cantado. Costumamos dizer que sempre tem aqueles torcedores que esquentam as cadeiras. Mas se esses estavam lá, não percebemos. Porque foi ensurdecedor. O acústico vibrou. O adversário sentiu. O Allianz tremeu. E o Palmeiras brilhou! FOI EXPLOSÃO DE SENTIMENTOS.

A comemoração do Dudu teve um descarrego de todos nós. Naquele momento conseguimos respirar com todo possível ar de nossos pulmões. Afinal, foi vitória. Uma linda vitória a propósito.

Foto: Cesar Greco

E então compreendemos que, o Palmeiras oscilou até mesmo dentro de um próprio jogo. Mas o importante é que não oscilou contra o adversário quando nos referimos a nossa invencibilidade dentro da nossa casa. O Tabu continua, intacto. Tiramos do São Paulo a invencibilidade dentro do Campeonato Brasileiro a não deixamos assumir a ponta. O Palmeiras ganhou confiança.

PALMEIRAS X GRÊMIO (Arena do Grêmio)

Uma quarta feira, com um clima entre 10ºC à 15ºC que não é para qualquer um. E realmente, não somos qualquer um. SOMOS TORCIDA. Que canta e vibra. Que não importa em que estádio jogar. Porque se o Palmeiras joga, eu vou para incentivar. Eu e milhares. Sempre!

Foi um reencontro de Roger Machado que foi aplaudido pela torcida do Grêmio devido a sua trajetória no clube. Seria sorte nossa ele conhecer o Grêmio tão bem assim? Afinal sabíamos que era um adversário forte, imaginávamos que entrariam completo, com foco, com vontade. E entrou.

Mas nós também entramos. Os primeiros minutos foi quase que atípico de um jogo de Libertadores. Uma partida movimentada e aberta, velocidade, passes certos e bonitos. Chance de gols para ambos os lados. O Palmeiras ainda apresentou falhas, Felipe Melo por exemplo não estava muito sintonizado, deu um passe que não sabia para quem, eu diria até que demorou para levar o amarelo devido seu comportamento. Mas o time no geral surpreendeu, jogaram bem. Aliás jogaram como não jogavam a tempos. Gostamos. Recuperamos Bruno Henrique.

Roger Machado soube trabalhar as tabelas com Moisés e Hyoran, com Hyoran, William e Dudu. Pela primeira vez vi inovação, vi o adversário confuso com nosso ataque, onde mais uma vez William Bigode brilhou com os 2 gols na partida. Na verdade, pintura.

Foto: Cesar Greco

O frio ficou na conta de quem? Do time gaúcho que saiu derrotado. Porque a nossa arquibancada estava quente, pegando fogo. Mais uma vez, uma explosão de sentimentos e eu tenho certeza de que na sua casa, nos bares, nas ruas, onde quer que estivessem, estávamos todos ligados por um Palmeiras que aqui entre nós, não foi de respirar. Foi de suspirar.

OBRIGADA PALMEIRAS! Por 2 jogos e 5 gols. Por fazer valer cada noite sem dormir, cada km rodado, cada real gastado e cada loucura que a gente faz. Se não for pedir muito (e não é) continue assim, ou até melhor, por favor.

 

 

 


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