O Palmeiras é nós, nós somos o Palmeiras.

Escrito porno 10 de abril de 2018

Coluna Mulher que Canta e Vibra

por: Naiély Belinato

Dudu, capitão do Palmeiras.

    Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Já tentei começar esse texto umas 6 vezes, no caminho de ontem (voltando para casa) passei o dia todo pensando em tudo o que aconteceu e a respeito do que eu queria escrever. Desde sexta feira às 17:30 eu saí de casa e comecei a respirar o Palmeiras, de forma mais profunda, porque esse ar eu já respiro desde que me entendia por gente.

Durante a semana ficou de lado o Artigo da faculdade, o relatório de estágio (TCC) e tudo o que precisava ser feito, porque para mim isso tudo podia esperar que eu daria um jeito, mas o meu apoio jamais. Só Deus sabe o que uma pessoa do Sul (e de qualquer outro lugar), a 700km (ou mais) fazem para estar lá, com seu time, em uma decisão que talvez não a de campeonato mais importante, mas a mais importante do século quando se trata de história e de confronto com o rival, o maior por sinal.

Pela primeira vez estive em um treino aberto, junto com mais de 31 mil torcedores eu estava lá, de perto, como quem dizendo, estamos aqui hoje, estaremos amanhã e com certeza estaremos sempre. Lembrei do tiozinho que escuta no rádio que de alguma forma também estava lá, torcendo para que o amanhã fosse de lutas e de glória.

Antes da partida final, eu pude conhecer cada canto de nossa casa, fiz o tour que todos deveriam fazer para verem o quanto nossa história, nossa casa, nosso Palmeiras não é grande, é GIGANTE. E lá pisando no gramado, eu mentalizei vários momentos, vi Dudu correndo e brigando por uma bola como nunca, vi Moisés dando o passe perfeito para o Borja e vi Borja balançando as redes. Eu vi Keno driblando, entrando na área e fazendo o passe para o Lucas Lima. Eu vi Bruno Henrique com sede de bola, Antonio Carlos desarmando o rival. Eu vi Jailson brilhando mais do que nunca. Eu mentalizei tanta positividade, mesmo sabendo que possíveis jogadores poderiam não ser escalado para entrar de cara. Eu imaginei cada um… E imaginei a arquibancada estremecendo.

O fato é que eu nunca cantei tão forte e tão alto como cantei domingo, eu e mais de 41 mil torcedores dentro e milhares fora. Foi um susto logo nos primeiros minutos, um choque na real. Mas depois de algumas piscadas de olhos e chacoalhadas de cabeça a gente voltou em terra e continuou incentivando.

Ouvi vários dizerem “time de pipoqueiros”, infelizmente é fala de alguns dos nossos. Não sei em que mundo vivem ou qual jogo assistiram, mas para mim eu via Palmeiras em campo, na área quase que o tempo todo, jogando o bom futebol. Teve falhas? Obviamente. Faltou a atenção da defesa nos primeiros minutos, faltou as finalizações bem-feitas para que as redes se balançassem. Mas não faltou garra. Mas sabem o que mais faltou? Faltou a arbitragem, essa faltou por inteira.

Quando falamos da arbitragem, das interferências externas, da imprensa suja, etc… lá vem  os preparados com as mais batidas provocações, “chora mais”.  Saibam que é de chorar mesmo, aos amantes do futebol, sabe-se o que tudo isso significa. É de chorar pelo fato de preferir se cegar e não ver o quanto assuntos como esses estragam o melhor e maior esporte do mundo. Isso não aconteceu apenas domingo nem tanto apenas com nós, já aconteceu com vários outros clubes, em vários outros anos. Não se trata apenas de defender o seu, mas de defender o esporte. Trata-se de um jogo limpo, de um esporte limpo, aquele que dá prazer em assistir, mesmo quando o vencedor não é o time do coração.

Perder? Embora doloroso é normal. Brincadeiras? É difícil engolir mas faz parte. Ter que aguentar no trabalho, na faculdade ou em qualquer canto o colega rival rindo e sorrindo, também é superável. Mas ver matarem o futebol, dói e não é pouco.

Palmeiras rompeu-se com FPF e esperamos que mantenha a posição até as medidas serem tomadas. Assim como Atlético-PR se privou da mídia ridicularizada, é o que muitos clubes deveriam fazer. A todos, deveriam aprender a respeitar os clubes, a respeitar o esporte. A vocês jornalistas, respeitem suas próprias profissões e relatem fatos, a vocês narradores, relatem, relatem e relatem, não apenas interpretem e impõe opiniões como verdade absoluta. E as vocês, FPF, juízes e afins, coordenem com dignidade.

Porque se continuarem, saibam que o Palmeiras depende unicamente de nós, amantes do bom futebol, de nós, torcedores incondicionais, de nós que respiram e exalam Palmeiras. Um clube não é clube apenas com 11 ou 12, é clube com o estádio lotado, com as ruas lotadas, com a fumaça verde, branca, com os sinalizadores, com os bandeirões, com as festas nas ruas, com a bateria, com mosaico e com tudo o que somos. Continuará Clube com a geração que está por vir, aquela que todo o nosso amor será passado.

E nós, deixamos claro que: O Palmeiras é nós, nós somos o Palmeiras. Honramos e honraremos. Não nos alienaremos!


Opiniões do leitor

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.


Web Rádio Verdão

A rádio do torcedor Palmeirense feita por Palmeirenses

AO VIVO
TITULO
ARTISTA

Carregando...