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Muda Roger, pra não mudarem você

Palmeiras vai ao Rio de Janeiro e fica só no empate contra o Botafogo.

O técnico Roger Machado, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Botafogo FR, durante partida válida pela primeira rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Nilton Santos (Engenhão).
Foto: Cesar Greco (Ag Palmeiras)

O campeonato paulista acabou e se o regional serve como experimento para os grandes clubes, como sempre ouvimos dizer, percebemos que algumas peças do Palmeiras foram bem testadas. Se deram certo ou não, já é uma outra história.

Roger Machado, com o jogo de ontem contra o Botafogo, chegou ao seu jogo de número 22 à frente do Palmeiras. Ainda muito pouco para um treinador que visivelmente se mostra promissor. Pelo ano de 2017 muito abaixo do esperado, o torcedor do Palmeiras não consegue mais ter paciência com “promessas”, principalmente na linha de comando da equipe. Basta um resultado ruim para o Fora “qualquer treinador” vir à tona e nomes como Luxemburgo e Felipão começarem a pipocar na boca de muitos torcedores.

O início de trabalho de Roger à frente do clube, em números, tem se mostrado muito bom. Mas os números, tão somente, não representam conquistas e não vão sustentar o trabalho do técnico. E isso que o torcedor cobra, muitas das vezes com razão. Dos 22 jogos, o verdão tem agora 14 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, fez 37 gols e sofreu 13. É líder do seu grupo, considerado por muitos, o grupo da morte na Libertadores com 7 pontos. Começou o campeonato brasileiro fora de casa contra o tradicional Botafogo, recém campeão carioca. Em outrora, resultado que seria comemorado.

O problema em relação ao empate com o time carioca, não foi o resultado em si, que pode até ser visto como positivo, mas a forma como o Palmeiras mais uma vez cedeu ao adversário a chance de marcar um gol extremamente fácil. Jogada dentro da área onde a bola quica duas vezes sem que niguém sequer aperte na marcação do zagueiro Igor Rabello, é, no mínimo preocupante.

Já é o terceiro jogo em sequencia que o Palmeiras sofre um gol por falha individual de algum jogador do setor defensivo. Contra Corinthians e Boca Juniors, Antonio Carlos foi quem falhou, e na noite de ontem Felipe Melo foi extremamente infantil na marcação e Thiago Martins longe na cobertura ficou vendido no lance do gol.

Se o Paulista serviu como teste, Roger deveria começar a mexer no time, principalmente no setor defensivo. Émersos Santos e Dracena ainda não foram testados juntos, Luan e Juninho parecem meros coadjuvantes assistindo aos jogos do Palmeiras de camarote no banco de reservas. O trabalho de Roger, volto a dizer, é muito bom. Mas as suas convicções tem começado a parecer teimosia. Cada técnico tem as suas, mas os últimos por aqui não foram muito felizes com isso. Está claro que está na hora de mudanças. É preciso.

Antes da parada para a Copa do Mundo, o Palmeiras terá ainda 11 rodadas pelo campeonato nacional e um jogo decisivo contra o Boca Juniors fora de casa, e tem que fazer melhor do que fez contra o Botafogo. Muito mais.

Se o setor defensivo precisa de mudanças, o meio campo e ataque não fica para trás. Lucas Lima, está pedindo para descansar e acompanhar do banco algumas partidas. Guerra tem entrado bem e pedindo pelo amor de Deus uma chance entre os titulares. Dudu na direita eu realmente tento entender porque cada treinador que chega ao Palmeiras inventa isso. Contra o Corinthians bastou 3 minutos de Dudu na esquerda e a jogada do fatídico pênalti aconteceu. Contra o Boca, Dudu fez duas jogadas pela esquerda, na primeira deixou Lucas Lima livre, de frente para o gol e o meia errou o fraco chute para fora. No jogo contra o Botafogo, bastou Dudu se movimentar do meio para a esquerda e o gol saiu. Ainda gostaria de entender a razão de tentar jogar com ele na direita.

Roger começa a parecer obvio nas suas mudanças e forma de armar o time. Precisa mudar, antes que mudem com ele.



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