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Dudu: nem oito, nem oitenta!

Artilheiro do Palmeiras na era dos pontos corridos, Dudu marca, não comemora e explica que está chateado com a cobrança excessiva de alguns torcedores.

(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

Ao ler a excelente matéria do nosso amigo, também colaborador da WRV, Fernando Galuppo em seu blog, onde ele explica que a “pegação no pé” de grandes jogadores do Palmeiras não vem de hoje, gostaria de escrever sobre o Dudu. É histórico, somos corneteiros por natureza. Somos corneteiros pela nossa essência. O jogador da vez é o capitão Dudu.

Dudu Guerreiro para muitos, Dudu pipoqueiro para poucos, e bem poucos. Desde que chegou ao Palmeiras em 2015 é o principal jogador do Palmeiras em todas as temporadas que disputou vestindo verde e branco. Em número de gols, está atrás apenas de Vagner Lóve na história recente do clube. É o artilheiro do Allianz, é o maior assistente do time, é de longe o mais esquentado. E olha que temos o Felipe Melo no elenco.

Na última semana, Dudu caiu na armadilha de ler os comentários de suas redes sociais, e, mais do que isso, caiu na armadilha de responder algumas críticas. Para cada xingamento há uma enormidade de palavras de incentivo, cabe a quem as recebe saber colocar o peso do lado que preferir na balança.

Atualmente os jogadores de futebol são extremamente blindados, e isso, talvez, não os faz saber lidar com algumas situações como essa. Lembro novamente, o torcedor do Palmeiras é corneteiro por natureza. Quantas e quantas vezes vi no antigo palestra, o Marcão ser vaiado. Hoje, com ele aposentado é mais fácil tratá-lo como ídolo e com o peso que ele merece, e mesmo assim, ele não está impossibilitado de receber críticas pesadas, basta ler a repercussão que uma entrevista dele teve recentemente.

Nosso amigo Vinícius Bueno da rádio bandeirantes teve a oportunidade de acompanhar as declarações de Edu Dracena após a saída do jogo de ontem no Pacaembu, onde Dracena foi cirúrgico em seu comentário quando disse:

Dudu será cobrado sempre no Palmeiras, vai ter que conviver e saber lidar com isso, ou não conseguirá seguir por aqui com tranquilidade. O torcedor tem razão em cobrá-lo quando entender que ele está devendo. Ninguém é cobrado por aquilo que não pode entregar. Dudu é cobrado porque já fez mais, e sabemos que joga mais do que tem jogado ultimamente. Se é o sistema, o esquema, podemos discutir, mas sabemos que ele pode mais.

Pipoqueiro o Dudu não é, já provou isso inúmeras vezes. É o principal jogador do time, e ele indo mal, o time vai mal. Quando o time está mal, muitas vezes ele desequilibra e aparece muito à frente dos demais. As cobranças são por isso.

Nem oito, nem oitenta. A crítica faz parte, fará sempre.

Do lado do torcedor, há de se ter noção de tudo o que vem acontecendo. Tirar o Dudu do time nos fará ver o Deyverson titular jogando ao lado do Borja, e convenhamos, acredito que isso não seja o melhor para o time. Afinal, nós torcedores, preferimos o Dudu, não é mesmo?

O Palmeiras está com quatro pontos na segunda rodada do campeonato brasileiro e está por uma vitória de se classificar na Libertadores da América. Em seguida vai entrar como favorito no confronto contra o América Mineiro na Copa do Brasil, entendo que é o momento de se unir e “levar o time” com entusiasmo em todas essas duras batalhas que temos em frente. Criticar e cobrar é uma coisa, muito distante de pedir para o jogador do nível do Dudu ir embora.

Vamos que vamos, Dudu, nem oito, nem oitenta.

P.S (Dados e texto extraídos do blog do Fernando Galuppo)

Em Itaquera Rodriguinho começou em 2013, só foi titular em 2015. Tem 160 jogos e marcou 33 gols nesse período.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2017, diante do São Paulo. Contra os três principais rivais paulistas fez quatro gols no total. (Dois contra o São Paulo, dois contra o Palmeiras e nenhum contra o Santos).

É tratado como “Reidriguinho”.

Santos

Gabriel foi alçado a equipe profissional do Santos em 2013. Disputou 157 jogos e marcou 57 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2014, diante do Corinthians. Contra os três principais rivais paulistas fez 12 gols no total. (Seis contra o Palmeiras, três contra o Corinthians e três contra o São Paulo).

É tratado como “Gabigol”.

Palmeiras

Dudu chegou em 2015 no Palmeiras. Fez 184 jogos e marcou 46 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2015, diante do Corinthians. Contra os três principais rivais paulistas fez 7 gols no total. (Três contra o Santos, dois contra o Corinthians e dois contra o São Paulo).

Como iremos tratá-lo?



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